PUBLICADO EM: 17/06/2022

Mural do Continente Chef’s Garden – Miúdo e Mafaldamg

Capa

Rock in Rio Lisboa, Nações Unidas e a Câmara Municipal de Lisboa desafiam artistas urbanos a “pintarem” a Sustentabilidade em murais da Cidade do Rock 

Esta pintura procura apelar para a proteção do nosso planeta através da adoção de uma alimentação sustentável.
Ao centro, a figura principal da obra utiliza a maçã como representação simbólica do alimento saudável, orgânico e de acesso a todas as pessoas do planeta, enquanto as mãos – todos nós – o protegem com amor.
Nos extremos e de forma lúdica, encontram-se legumes e vegetais humanizados que procuram reforçar a seriedade e a importância de promover a mudança para hábitos sustentáveis.
A obra foi realizada com técnica mista entre o spray e a tinta aquosa, recorrendo a cores que se aproximam não só de um ambiente festivaleiro mas que possam também destacar as várias cores dos alimentos frescos e saudáveis.

Miúdo, pseudónimo artístico de Jorge Cordeiro, iniciou o seu percurso nas artes em 1999 com o graffiti, sendo atualmente um artista de Street Art assente na pintura de realismo e com foco especial em retratos de pessoas e animais.

Three wise monkeys – See no junk food, hear no junk food, eat no junk food.

Vivemos numa sociedade habituada a conveniências. Com o aparecimento das cadeias de fast food em 1921, o facilitismo do acesso à alimentação rápida e barata trouxe mais prejuízos do que benefícios.
Hoje em dia, embora haja um número crescente de opções de fast food mais saudáveis, a maioria das cadeias de fast food ainda pode ser classificada como junk food.  O foco foi abordar o tema da alimentação saudável de uma maneira mais humorística e apelativa, através da representação do ditado dos três macacos sábios.

Nasce nos anos 90 em Cascais. Inicia o percurso em artes em 2009, quando ingressa na Escola Secundária Antonio Arroio em Comunicação Audiovisual, especializando-se em Fotografia. Frequenta dois anos de licenciatura na Anglia Ruskin University em Cambridge, onde aprofunda o gosto por Ilustração.
Termina a Licenciatura em Desenho em 2017 na Faculdade de Belas Artes. Em 2018 ingressa no Mestrado em Pintura na FBAUL onde termina a parte curricular. Já viu o seu trabalho em galerias em exposições a solo e colectivas. A nível urbano, pode ser encontrado no Cacém, Graça, Cascais, Campolide, Massamá e agora Loures.
Instagram @Mafaldamg

 

As ODS’s presentes no Mural 

 

ODS 1 – Erradicar a pobreza

Embora o número de pessoas que vivem em extrema pobreza tenha diminuído em mais de metade entre 1990 e 2015, milhões de pessoas não têm acesso fácil a alimentos, água potável limpa e saneamento e os progressos têm sido desiguais. As mulheres são mais suscetíveis a serem pobres, já que têm menos oportunidades de trabalho remunerado, educação e possuem menos bens materiais.

 

Situação em Portugal*: 

A situação de Portugal relativamente ao ODS 1 caracteriza-se por melhorias desde 2015. Note-se que, não estando ainda disponível toda a informação relevante para este ODS relativa a 2021, os impactos da pandemia COVID-19 não estão ainda inteiramente refletidos nos diversos indicadores. A taxa de risco de pobreza, que tinha vindo a diminuir, aumentou em 2020. Contudo, a taxa observada nesse ano foi, ainda assim, inferior à registada em 2015. A proporção da população desempregada à procura de novo emprego que recebe subsídio de desemprego aumentou substancialmente em 2020 e 2021. O total de donativos da ajuda pública ao desenvolvimento que se destinam à redução da pobreza aumentou (os últimos dados datam de 2018). A proporção total das despesas públicas em educação, saúde e proteção social aumentou entre 2015 e 2020. No entanto, entre 2019 e 2020 este indicador observou um ligeiro decréscimo pois, embora as despesas públicas com serviços essenciais tenham crescido em 2020 (como seria expectável, dada a situação de pandemia), o crescimento da despesa pública total foi muito superior, impulsionado pela despesa relacionada com “assuntos económicos” (nomeadamente os apoios às empresas no período de confinamento), justificando a perda de peso relativo dos serviços essenciais. O número de mortes atribuídas a catástrofes subiu significativamente em 2020, refletindo a situação pandémica causada pela COVID-19.

 

O que o RIR faz: 

– Criamos emprego nas comunidades locais carenciadas;

– Damos formação para fomentar a empregabilidade.

 

O que tu podes fazer: 

– Apoia o comércio sustentável ao comprar produtos provenientes do comércio justo, pois renumeram melhor os trabalhadores e/ ou produtores;

– Limpa a tua despensa e doa produtos não perecíveis a bancos alimentares;

– Sempre que possível, ajuda pessoas sem-abrigo. Oferece fruta, garrafas de água, dinheiro ou até um sorriso.

 

ODS 2 – Erradicar a fome

Na monitorização do ODS 2 no contexto nacional observa-se que as tendências são favoráveis em termos de insegurança alimentar, mas desfavoráveis no que se refere à obesidade. A proporção de superfície agrícola em agricultura biológica aumentou ligeiramente. Numa nota menos positiva, refira-se que o indicador de anomalias dos preços da alimentação deteriorou-se em 2020.

 

Situação em Portugal*: 

O ODS 8 caracteriza-se por melhorias na situação económica e de emprego, comparativamente a 2015, que foram interrompidas em 2020, mas retomadas em 2021. São indicadores ilustrativos a taxa de variação anual do PIB per capita, a taxa de desemprego e da taxa de jovens não empregados que não estão em educação ou formação. Registou-se também uma diminuição dos acidentes de trabalho face a 2015 (dados disponíveis até 2019). É importante referir que em 2020 os indicadores do domínio do emprego terão apresentado uma evolução menos desfavorável (face ao que seria de esperar dados os impactos da pandemia), graças a medidas públicas de proteção do emprego implementadas durante o confinamento (e.g. layoff simplificado) que ajudaram a minorar o impacto negativo da pandemia no mercado de trabalho.

Em oposição, indicadores bancários relacionados com o número de estabelecimentos de outra intermediação monetária e caixas multibanco registaram uma redução, o que poderá, no entanto, não ser considerado um desenvolvimento desfavorável, atendendo a que o número de pagamentos por homebanking tem vindo a aumentar. Os indicadores ambientais registaram tendências desfavoráveis face a 2015: a pegada material e o consumo interno de materiais aumentaram. No entanto, refira-se que, em 2020, o consumo interno de materiais observou um decréscimo relativamente a 2019, embora pouco significativo (face ao que se poderia esperar dada a contração do PIB observada nesse ano), uma vez que a construção, que contribui significativamente para este indicador, foi a única grande atividade económica que não registou uma contração do Valor Acrescentado Bruto (VAB) em 2020.

O VAB gerado pelo turismo registou em 2020 um decréscimo assinalável face a 2019 (-48,2%) em consequência da pandemia. A Ajuda Pública ao Desenvolvimento e outros fluxos oficiais destinados a ajuda ao comércio registaram um aumento substancial em 2020 em relação a 2015 e a 2019 (praticamente quintuplicaram em relação a 2019).

 

O que o RIR faz: 

– Doamos excedentes alimentares em boas condições a famílias carenciadas;

 

O que tu podes fazer: 

– Apoia programas de ajuda alimentar. A oferta destes programas é 20 vezes maior do que a dos bancos alimentares e cozinhas comunitárias;

– Muitos fornecedores de produtos de emergência precisam de ajuda especializada como, por exemplo, nas áreas da contabilidade, redes sociais e escrita. Voluntaria os teus talentos uma vez por semana;

– Apoia os pequenos produtores comprando os seus produtos nas feiras locais.

 

ODS 3 – Saúde de Qualidade

A esperança média de vida tem vindo a aumentar, as taxas de mortalidade infantil e materna diminuíram, e as mortes por problemas como a malária, por exemplo, caíram para metade. Foram feitos progressos na prevenção de doenças e mortes. O acesso universal à saúde é fundamental para alcançar o ODS3, pondo fim à pobreza e reduzindo as desigualdades.

 

Situação em Portugal*: 

À semelhança do ODS 1, a avaliação do ODS 3 ainda não reflete inteiramente o impacto total da pandemia COVID-19 devido ao desfasamento temporal da disponibilidade dos respetivos indicadores.

Foram registadas melhorias em quase todas as áreas relacionadas com a saúde monitorizadas no âmbito dos ODS, face a 2015: os óbitos de crianças entre os 0 e 4 anos e a taxa de mortalidade neonatal diminuíram; houve uma redução da taxa de incidência de casos notificados de VIH e malária, da taxa de mortalidade atribuída a doenças do aparelho circulatório, tumores malignos, diabetes mellituse doenças crónicas respiratórias e do número de pessoas que necessitam de intervenções contra doenças tropicais negligenciadas; a taxa de mortalidade por suicídio diminuiu; a proporção de pacientes em tratamento por opióides no sistema público de atendimento ambulatorial diminuiu muito ligeiramente; a taxa de mortalidade devida a acidentes rodoviários decresceu; a percentagem de fumadores diminuiu; a cobertura vacinal aumentou ligeiramente na sua generalidade, mantendo-se próxima dos 100%; o pessoal médico aumentou (existem dados até 2020), com crescimento mais pronunciado nos profissionais de farmácia e dentistas; a taxa de fecundidade na adolescência diminuiu, atingindo o valor mais baixo em 2020.

Em tendência oposta à desejável destaca-se o aumento da taxa de mortalidade materna em 2020, tendo, no entanto, ficado abaixo do limite estipulado nos ODS (70 mortes por 100 000 nados-vivos); a diminuição ligeira da proporção de nascimentos assistidos por pessoal de saúde qualificado observada em 2020 e 2021 (mesmo assim, em torno dos 99%); o aumento da taxa de incidência da hepatite B e de casos notificados de tuberculose; o aumento da taxa de mortalidade atribuída a fontes de água inseguras, condições de saneamento inseguras e falta de higiene e da taxa de envenenamento acidental. De notar ainda o decréscimo da Ajuda Pública ao Desenvolvimento destinada a investigação médica e a setores básicos de saúde entre 2015 e 2020.

Note-se, porém que, entre 2019 e 2020, este indicador mais que duplicou, o que é explicável pela situação pandémica

 

O que o RIR faz: 

– Fomentamos o bem-estar de todos na Cidade do Rock;

– Fazemos análises regulares à qualidade da água potável dos bebedouros;

– Fomentamos a alimentação saudável;

– Distribuição de preservativos no evento;

– Campanhas de sensibilização sobre dependência química.

 

O que tu podes fazer: 

– Sê mais ativo. Aproveita para andar durante a hora do almoço ou vai de bicicleta para o trabalho;

– Opta por uma dieta saudável e bebe muita água;

– Passa tempo de qualidade sozinho, com a família e com os teus amigos.

 

ODS 12 – Produção e Consumo sustentáveis

Alcançar o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável exige a redução da pegada ecológica, alterando a forma como se produz e se consome bens e recursos. A agricultura é o maior utilizador de água a nível mundial e a irrigação é responsável por perto de 70% de toda a água doce para uso humano.

A gestão eficiente dos recursos naturais partilhados e a forma como os resíduos tóxicos e poluentes são eliminados são metas importantes para atingir este objetivo. Encorajar as indústrias, empresas e consumidores a reciclar e reduzir os resíduos é igualmente importante, tal como apoiar os países em desenvolvimento a avançarem para padrões de consumo mais sustentáveis até 2030.

 

Situação em Portugal*: 

As tendências relativas ao ODS 12 ainda não refletem totalmente os impactos da pandemia COVID-19, mas refira-se que este é o único ODS que apresenta uma maioria de indicadores avaliados desfavoravelmente. O consumo interno de materiais por unidade do PIB apresenta uma evolução desfavorável, aumentando em 2020, face a 2015. Note-se que este resultado tem associada uma redução significativa do PIB em 2020 e a alteração da sua composição em consequência da pandemia. Também os resíduos setoriais perigosos per capita e a pegada material apresentaram uma evolução desfavorável face a 2015. Note-se, porém, que se observou uma tendência favorável na proporção de resíduos urbanos preparados para reutilização e reciclagem (que, embora tenha registado um decréscimo em 2020 comparativamente a 2019, manteve-se acima dos valores de 2015).

 

O que o RIR faz: 

– Fomentamos o consumo de produtos locais e nacionais;

– Utilizamos de alimentos sazonais;

– Trabalhamos para o combate o desperdício;

– Plano de sustentabilidade;

– Plano de aquisições sutentáveis.

 

O que tu podes fazer: 

– Não guardes roupas ou outros itens que não uses, faz doações;

– Compra frutas que estejam maduras ou tenham formatos peculiares, aproveita para fazer sumos naturais;

– Come em restaurantes locais. Apoia associações de comércio livre que apoiem e promovam negócios comprometidos com o comércio justo.

 

*Fonte: Instituto Nacional de Estatística

Podes ver mais informações em Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ONU Portugal (unric.org)

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